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Apesar dos benefícios proporcionados pelos pets ao desenvolvimento infantil, apenas 33% dos casais com filhos pequenos possuem animais de companhia

2009-10-05

Quem nunca pediu aos pais um cachorro ou gato, durante a infância, e ouviu não como resposta? É fato que os animais de companhia despertam interesse e fascínio nas crianças, entretanto, são poucos os adultos que cedem aos pedidos dos pequenos e atendem a essa vontade dos filhos.

Quem nunca pediu aos pais um cachorro ou gato, durante a infância, e ouviu não como resposta? É fato que os animais de companhia despertam interesse e fascínio nas crianças, entretanto, são poucos os adultos que cedem aos pedidos dos pequenos e atendem a essa vontade dos filhos. Ao recusar este pedido, muitos o fazem por desconhecer os benefícios que os bichos de estimação podem trazer para o desenvolvimento cognitivo e social de uma criança - contribuindo desde a redução de ansiedade até o desenvolvimento da linguagem e das habilidades motoras, inclusive para fins terapêuticos. Apesar disso, dados do Radar Pet 2009 - pesquisa inédita divulgada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional das Indústrias de Saúde Animal (Sindan), com representantes das classes econômicas A, B e C - identificou que, nos lares de casais com filhos até nove anos, apenas 33% possui um animal de estimação, cenário que comprova o desconhecimento dos pais em relação às contribuições dos pets para a infância. De acordo com o veterinário e presidente da Comac, Luiz Luccas, isso se deve, em especial, a alguns mitos associados à saúde, higiene e segurança das crianças. "É preciso investir na desmistificação desse conceito, uma vez que é possível e saudável a convivência entre crianças e animais de estimação. Inúmeras pesquisas indicam claramente o impacto positivo do animal no dia a dia e também na saúde e no comportamento das crianças", justifica. O Radar Pet identificou ainda que, com a chegada de um bebê na vida de um casal, a presença dos pets cai pela metade e muitos casais desistem de ter um pet, muitas vezes, por preconceitos, sem atentar aos enormes benefícios que os pets trazem as famílias. Segundo a médica veterinária Ceres Berger Faraco, que também é Doutora em Psicologia e Presidente da Associação Médico Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal (AMVEBBEA), essa convivência auxilia em questões como hiperatividade, déficit de atenção, transtornos de ansiedade, alimentares e de humor, entre outras questões como conduta opositiva/desafiante, casos de abuso físico, sexual e emocional. Entretanto, esses benefícios estendem-se para o desenvolvimento infantil como um todo. Estudos realizados nos EUA confirmam que crianças em idade pré-escolar, ao serem ensinadas a cuidar de um animal de estimação, desenvolveram uma maior habilidade social, além de um aumento na sua auto-estima, na cooperação em atividades e demonstraram-se mais compreensivas em relação aos sentimentos dos colegas. Isso se deve, em especial, pelo fato das crianças terem que se colocar na posição do outro, passando a avaliar o sentimento dos pets como se estivesse em seu lugar, algo importante para a sua sociabilização. A especialista ressalta ainda que, apesar dos avanços, alem dos pais, muitos profissionais que trabalham com desenvolvimento infantil desconhecem os benefícios desta interação. "Ainda somos carentes de programas com objetivos terapêuticos que tenham o rigor científico para poder mensurar os resultados", acrescenta. Inúmeros pesquisas demonstram que a cães trazem enormes benefícios para as crianças, entre eles o desenvolvimento cognitivo e convívio social. Sobre a Comac - A Comissão de Animais de Companhia foi criada em 2007 com o objetivo de influenciar e desenvolver o mercado de produtos veterinários para pequenos animais. A comissão surgiu como um grupo de trabalho do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal e é composta, hoje, pelas empresas: Agener União, Bayer, Biovet, Coveli, Intervet/Schering-Plough, Jofadel, Koning, Merial, Ouro Fino, Pfizer, Vetnil, Virbac.