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Pets contribuem para o desenvolvimento imunológico, emocional e social das crianças

2013-06-06

Em parceria com veterinários e especialistas do segmento pet, a Comac (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN) atua na conscientização dos benefícios da relação entre o homem e os animais de estimação.

Em parceria com veterinários e especialistas do segmento pet, a Comac (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN) atua na conscientização dos benefícios da relação entre o homem e os animais de estimação. Através de estudos, a comissão pôde mensurar a importância do pet no desenvolvimento imunológico, emocional e social das crianças, desmistificando afirmações de que ter animais em casa pode ser prejudicial para os pequenos, sobretudo se já tiver algum tipo de alergia. Pelo contrário, a convivência não só atua de forma positiva no combate a este trauma como auxilia nas questões de convivência e comunicação. O contato com os pets desde os primeiros meses de vida ajuda no desenvolvimento do sistema imunológico das crianças. Essa interação propicia uma série de experiências imunológicas ao pequeno, preparando a criança para que desenvolva capacidades de defesa contra agentes variados. Para isso, é essencial que o animal esteja bem cuidado e que mantenha um nível de higiene. “Tendo essa possibilidade, certamente as crianças serão beneficiadas com a presença do animal, tornando-se pessoas com sistema imunológico mais bem desenvolvido, diferente de crianças que são criadas numa ''redoma de vidro''”, diz a Dra. Ceres Faraco, veterinária parceira da Comac (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN). Outro impacto positivo é em relação ao desenvolvimento emocional e social, pois até os cinco anos de idade a criança possui uma comunicação não verbal. Ela se torna estupendamente bem sucedida em relação aos animais, que também se comunicam dessa maneira. Já o desenvolvimento emocional se dá de várias formas, uma delas ajuda a desenvolver uma rede de afeto por parte da criança. “Fica evidente a forma quase nata que as crianças e os animais se relacionam, há uma comunicação recíproca”, afirma Ceres. Isso acontece porque a criança percebe uma troca de cuidados com o animal, pois o pet reage a todo tipo de estímulo, demonstrando carinho nos atos positivos e mostrando conseqüências a atos que possam desagradá-lo. Também é importante que os pais não repreendam o animal de maneira violenta, a melhor maneira é sempre ignorar qualquer reação negativa do pet, já que todo comportamento ignorado tende a ser extinto pelo bicho, já que não estará recebendo comida ou carinho, como nos casos positivos, não atendendo assim seus objetivos. Esse tratamento influencia as ações da criança, alguns estudos mostram que as maiorias das famílias que tem a tradição de cuidar de animais passarão isso adiante. Isso implica também no relacionamento com as pessoas, pois se os pais são cruéis com os animais, a criança transmitira isso tanto no relacionamento com os pets quanto com pessoas. Muitos pais se questionam sobre o perigo de ter um pet em casa, devido a alguns comportamentos como morder, arranhar ou dar patadas. Os acidentes ocorrem devido à falta de supervisão adulta e nos casos que o animal é muito maior que a criança, podendo ocasionar tombos ao brincar. “Os animais só fazem isso quando filhotes, por curiosidade, como as crianças. Quando maiores, só fazem isso se estimulados. A melhor forma de prevenir é saber que a criança nunca pode ficar sozinha com o animal, deve sempre haver supervisão adulta, cuidando e impondo limites às ações da criança, mostrando que o pet vai reagir de maneira negativa a agressões”, finaliza a especialista.